domingo, 16 de janeiro de 2011

Please.





"It had never occurred to me that our lives, so closely interwoven, could unravel with such speed. If I'd known, maybe I'd have kept tighter hold of them."

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Gatos e Cenouras


A Paula ontem mandou um e-mail pra mim e pro Vic, com um texto lindo, que segundo ela, assim que ela leu lembrou da gente.

O telefone tocou. Queriam uma entrevista sobre o livrinho “O gato que gostava de cenouras”. Não entendi o nome da revista porque estou ficando meio surdo e, por vergonha, não pedi que repetissem. A entrevista começou…
Gato gosta de peixe, de rato e de passarinho. Gato não gosta de cenoura. Numa terra de gatos, um gato que gostasse de cenoura seria uma aberração, uma vergonha para os pais, motivo de chacota e zombaria na escola…
O nome dele era Gulliver; carinhosamente, Gullinho. Seus pais não sabiam do seu gosto pelas cenouras. Comer cenouras era um ato secreto, escondido. Seus pais só se preocupavam com o fato de que ele não comia os deliciosos ratinhos recém-nascidos, os pardais saborosos, os peixes cheirosos que lhe traziam para abrir o apetite.
Gullinho era diferente dos demais gatos. E isso fazia seus pais sofrerem muito porque o que os pais mais desejam é que seus filhos sejam iguais aos outros.
O fato era que os pais de Gullinho ignoravam que ele, escondido, comia a comida proibida, cenoura… A mãe acabou por desconfiar das incursões secretas do Gullinho e disse ao pai que seria melhor segui-lo para ver onde ele estava se metendo. Foi o que o pai “sogateiramente” fez.
Gullinho caminhava com cuidado, olhando para todos os lados para ver se estava sendo seguido. Andou até chegar ao sítio do senhor Joaquim. Havia canteiros com todos os tipos de hortaliça. Gullinho foi até o canteiro de cenouras e -oh! Coisa horrenda para um pai gato- começou a comer cenouras.
O pai do Gullinho quase morreu de susto. Seu filho que ele sonhara tigre não passava de um coelho. E chorou amargamente…
Resolveu procurar auxílio. Procurou um padre que ameaçou Gullinho com o Inferno. “Deus é gato. Deus ordenou que nós comêssemos peixes, ratos e passarinhos.Comer cenoura é pecado mortal!” Mas não adiantou…Gullinho continuou a vomitar peixes, ratos e passarinhos…
Aí eles o levaram ao psicanalista. A análise durou vários anos. Mas o que o doutor Gatan lhe dizia com linguagem complicada não alterava o seu gosto: ele continuava a gostar de cenouras…
Foi então que um professor da escola chamou o Gullinho para uma conversa e lhe disse: “O nosso destino está escrito nas células do nosso corpo num “chip” bem pequeno chamado DNA. Ele já está no feto, determinando a cor do seu pelo, a cor dos seus olhos, se você vai ser menino ou menina, daltônico ou não, canhoto ou destro. Você nada pode fazer para mudar as ordens que estão no seu “chip”. E acontece o mesmo com o nosso gosto por ratos ou por cenouras… Não é pecado, como o padre disse, porque foi o DNA que o fez assim… Não é resultado de educação porque foi o DNA que o fez assim… E nem pode ser curado, como se fosse uma doença, porque é o DNA que o fez assim… Igual ao daltonismo”.
Gullinho olhou em silêncio para o professor e, pela primeira vez, entendeu tudo. E ele sentiu que um enorme peso fora tirado de cima dele. Entendeu então que ele podia gostar de cenoura porque fora o DNA que o fizera assim -e ninguém tinha nada com isso.
Eu ainda estava na cama quando minha filha me acordou.
“Pai, você apareceu na “G Magazine”, a reportagem do gato…”
“Mas o que é “G Magazine’?”, perguntei.
Aí eu entendi por que o assunto da entrevista tinha sido “O gato que gostava de cenouras”…
Entendi o "gato"... E as "cenouras".

O texto é do Rubem Alves e ela leu numa revista de educação, é tudo o que sei.
E sei também que eu gostaria de ter lido esse livro. Em meio a tantos livros do colégio, lá no primário eles deveriam deixar um ou dois desses exemplares perdidos, pra que alguém pudesse pegá-lo e entender que não é errado gostar de cenouras. E repassar a idéia.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Gifs - Um amor.

Ainda não são perfeitos, mas fiquei tão feliz de conseguir fazer sozinho, sem ser por programa que nem aqueles da Katy Perry que eu postei aqui.


Um novo amor.
Bom ano novo!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Retrospectiva musical 2010




Algumas das músicas que mais me fizeram dançar nesse ano. Eu dei uma pequena Hgada no final, mas eu to cansado e só não queria deixar de postar. Maior pregs de gravar tudo novamente.
Enjoy!

E ah, nesse novo lugar que eu upei, ele deixa pular de música, que aí facilita a vida de quem ouve.

Beajs

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Marido e Mulher.


Tem uma coisa que eu preciso falar.

Sábado foi o casamento no civil da minha prima de dezessete anos. Dezessete anos. Completos no dia anterior do casório. O noivo tem dezenove, completos dois dias antes.
Eu lembro do dia em que contaram do casamento pra mim, sabe. Final do ano passado. E eu fiquei tão bravo, tão possesso, tão... irritado. Como assim ela iria casar?

Ela foi a primeira prima que nasceu depois de mim, então meio que foi a primeira pessoa que eu acompanhei depois de nascer, entende? Uma coisa meio fraternal, quase paterno. A gente vivia saindo na porrada quando pivetes, coisa de criança. Sempre achei que ela era agitada demais, imponente demais, esperta demais...

Desde cedo namoradeira. Primeiro erro meu: achar que ela seria dessas desprendidas. Eu jurava que ainda iria curtir balada com ela, que a gente ia se divertir muito nas noitadas da vida. Afinal, quando menores a gente passou tanto tempo junto, a gente amava dançar. Acho que era o único momento que a gente não brigava, porque naquele momento não era competição, eramos só os dois tendo que fazer tudo igual e se divertindo.

Só sei que na minha cabeça eu estava decidido a impedir a este casamento. Eu queria conversar com ela, falar e mostrar o tanto do mundo que ela estava perdendo. Que se casar é um erro e que ela ainda precisaria viver muito pra casar! Conhecer mais pessoas. Melhores ou piores, não sei. Mas definitivamente mais pessoas. Levar um tapinha ou dois da vida!

Eu não tenho, nem nunca tive nada contra o rapaz. Mas ele – um - não é bonito e – dois - não é rico. Então eu n-ã-o e-n-t-e-n-d-o pra quê toda essa pressa. A mãe dela é de fato um inferno, mas convenhamos, qual não consegue ser? Há outros meios de se desviar disso sem ter que rasgar sua certidão de nascimento.

E assim ficou. Todo um discurso pronto na minha mente. Coragem que é bom pra dizer tudo isso na cara nunca me veio e o tempo foi passando. O ano voou e quando eu notei, faltavam apenas uns três meses pro casamento e aí que o tal tapinha da vida veio. Só que não só pra ela, o filho da puta também veio pra mim.

Cheguei em casa e vi minha mãe com o olho inchado e disse que depois precisava conversar. Tremi. Porque quem deve, teme. Sou desses. E então depois que foi todo mundo dormir ela veio me contar, que minha prima veio em casa, pra pedir que meus pais fossem padrinhos de casamento dela. E meu pai, delicado as usual, disse que não iria participar daquela palhaçada, que não ia empurrá-la pro buraco e que se ela estava querendo se foder, que fosse sozinha, que dele ela não teria a companhia e apoio, que o que ela estava fazendo não se fazia com um pai (dela. que é contra, mas não se impõe, só sofre e desabafa com a gente) e que se ela era tão dona da própria vida, que casasse sozinha, sem ninguém da família.

Choro. Minha mãe falou que ela estava até sem reação. De todos, ela certamente não esperava isso do meu pai, que é um cavalo, mas né? Limites. E pra completar, minha mãe ainda contou que um outro casal de primos também não havia aceitado ser padrinhos de casamento dela. Quer dizer, família que é bom, nada. Mas até aí, qualquer um pode se negar a fazer alguma coisa, né? Foi meu primeiro pensamento. E então ela me diz, que pediu pra minha madrinha, que tem o namorado mais chato do mundo, pra ser madrinha na igreja pelo menos. E minha madrinha disse que iria, mas comigo, porque com o namoradocu dela, não iria acontecer, por todos os motivos que toda a minha família já conhece.

Eu já fui logo botando banca de E-PA PÓ-PÁ-RÁ com isso aí que comigo ninguém tinha falado nada e que eu também poderia falar não. E aí chega minha madrinha em casa. E minha mãe conta pra ela que meu pai falou bobagens e magoou a menina. E aí ela solta uma simples frase: a vida é dela. Sério, a vida É dela. E ok, ninguém precisa fazer parte disso se não tiver a fim, mas daí eu tive que concordar, a família pelo menos deveria estar ali pra apoiar, né?

E o que mais me doeu foi me ver dentro daquela situação. Então assim, nego acha que determinada coisa é errada e que fará mal pra fulano. O que fazer? Pô, bora todo mundo virar as costas e quando ela se foder, a gente diz que VIU, POR ISSO QUE EU NÃO TAVA LÁ CONTIGO.

Doeu quando eu percebi que esse meu preconceito com casamento me cegou de uma forma, que eu me senti no direito de julgar minha prima e supor que eu era muito melhor do que ela só por ver aquela situação do lado de fora e que eu podia meter o dedo e decidir coisas. E que eu poderia mudar coisas. Exatamente a situação que eu mais detesto no mundo. É como meus pais se virassem pra mim e dizessem que não, eu não poderia ser gay. E que é errado e que não vai dar certo e que desculpaê, eles não vão poder fazer parte disso não. E não só meus pais, minha família toda. A família toda sempre falou barbaridades por detrás das costas da menina que só queria uma coisa: casar. E eu? O que será que não falam de mim por aí, que até hoje não apareci com namorada em casa? Nojo desse mundo.

Nojo de mim, sentimento de culpa eterno por estar do outro lado dessa vez, deste lado preconceituoso da história. E perceber que a gente não nota o quanto pode estar errado é assustador demais pra mim. Eu não sei se esse casamento vai dar certo, eles podem ficar juntos três meses e se separar, assim como podem ser felizes e passar a vida toda como um casal exemplo. Mas isso não tem ninguém pra falar, é só a convivência. E mesmo que seja uma certeza absoluta de ato falho, levando em conta que a gente conhece a cabeça dos dois e a gente sabe que quando as contas começam a chegar a fantasia acaba. E DAÍ? É o que ela quer. E a única coisa que ela pediu foi a presença das pessoas ao lado dela nessa decisão. E tanta gente se negou...

A cerimônia na igreja ainda não aconteceu, mas para a lei ela já é uma senhora casada. Fotografei o momento no sábado. Os padrinhos dele foram primos, os dela foram amigos da igreja. Porque nenhum ‘casal’ da nossa família aceitou. Na igreja eu estarei no altar com a minha madrinha. Orgulhoso por essa coragem dela de enfrentar o mundo pra conseguir seja lá o que ela esteja querendo. E torcendo do fundo do coração para que eles sejam felizes de verdade e que juntos consigam se erguer quando preciso. E se nada der certo mesmo, eu também estarei lá pra encaminhá-la pro bar mais próximo.

Nesse momento eu não sei dizer o que eu penso mais sobre o casamento em si, mas eu sei que quando eu vejo noivos agora, me passa na cabeça que naquele exato momento é o que eles querem. E que assim seja! Ponto.

domingo, 7 de novembro de 2010

Like the 4th of July.

To tão apaixonado por Firework da Katy Perry, que não resisti e fiz alguns gifs só pra eu ficar revendo eternamente:





Mas não se preocupe, Ke$ha. As três que vazaram de Cannibal me animam muito mais.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Holidays


Quero um amor desses.
E uma câmera daquelas também, se não for pedir demais.